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| 03 Julho 2007 |
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| Vida inteligente
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Olá pessoas, não sou de fazer isso, mas por falta de assunto ou coisa melhor pra postar, vou postar um texto do meu antigo blog, pra quem já leu, para e pensa se você mudou alguma coisa desde que eu escrevi a primeira vez, pra quem não leu, leia.
Olá caros leitores, não sei o que deu em mim mas o fato é que eu estou escrevendo até demais nesse blog, espero que a quantidade de textos não influa na qualidade dos mesmos. Mas existe uma explicação lógica para a demora de postar coisas novas, se um leitor ficar muito tempo se entrar no blog e tiver 5 textos novos, ele vai ficar com preguiça de ler todos, então um dos motivos da demora é para todo mundo ler o post e não acumular textos. Chega de desculpas vamos ao post de hoje. Bilhões de dólares foram gastos em anos de pesquisa espacial, o cachorro (ou cadela) foi ao espaço, macacos, serem humanos, o homem foi à Lua (ou não), sondas, satélites, robôs, estações espaciais, desastres, mortes e o homem ainda tenta descobrir vida inteligente em outros planetas. Qual será o motivo que leva o homem a ser tão curioso em relação ao espaço? Series, filmes, brinquedos, mentiras, Orson Wels. Claro, seria uma boa descobrir que existe serem inteligentes lá fora, talvez doidos pra fazer contato com outra raça inteligente. Mas será que estaríamos preparados para isso? Não digo preparados para encontrar vida inteligente mas sim mostrar para os aliens que temos vida inteligente aqui na Terra. Ia ser um tanto irônico se quando descobrirmos vida inteligente em outro planeta eles nos acharem estúpidos demais para manter contato, alias, será que isso já não está acontecendo? Não quero comparar inteligência com índices de analfabetismo ou coisas assim, conheço pessoas que fizeram faculdade comigo e são tão burras como portas e já vi muito mendigo mais inteligente que muita gente que eu conheço. Uma vez eu ouvi a frase: “A inteligência se mantém numa constante enquanto a população cresce” e se prestarmos atenção é isso mesmo que ocorre, existe tecnologia demais para termos que exercitar nossa inteligência, está tudo muito fácil, muito na mão, e quando vem fácil a pessoa não dá valor a conquista. Quanto tempo faz que você não entra numa biblioteca para fazer pesquisa ao invés de sentar no seu computador e acessar a internet? Não quero dar uma de eremita e dizer que a tecnologia não presta, que é coisa do demônio ou algo assim, mas é preciso saber lidar com ela. Como eu já disse nesse blog, pensar não dói, depois de um tempo você se acostuma e pode acabar gostando. Ai você pode responder: “Mas na internet eu li sobre a situação política no Brasil”. Poxa, legal pra você, mas, você formou sua própria opinião sobre o assunto ou apenas leu o que o repórter escreveu? Inteligência, pelo menos pra mim, não é medida com base no que você sabe e sim em como você aproveita esse conhecimento. Hora do exemplo: Ler O Príncipe de Maquiavel e chegar à brilhante conclusão que ele é “mau” não te faz uma pessoa mais inteligente. Ler Paulo Coelho e achar que ele realmente merece estar na Academia Brasileira de Letras definitivamente não te faz mais inteligente. Minha dica é: “Parem de olhar pra o alto, seja o que for que existe lá, eles podem esperar até conseguirmos realmente o título de serem pensantes.” O que eu quero dizer com “seres pensantes” fica a seu cargo descobrir.
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| 28 Maio 2007 |
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| Loneliness
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 The bad side of being in a strange country
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| 24 Maio 2007 |
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| Vazio
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Quanto tempo faz que eu não sinto essa necessidade de escrever: É como sentir eletricidade percorrendo o corpo, como se eu realmente tivesse que escrever, não sei quantos de você já sentiram isso, é mais ou menos se você tivesse descoberto algo único, que ninguém jamais pensou, mesmo sendo um assunto sem importância, acho que é assim que se sente um viciado em heroína quando fica muito tempo sem a droga e finalmente sente a heroína entrando em suas veias, correndo pelo seu corpo, liberando a sua carga no sistema nervoso, dando aquela euforia inicial antes da mente sucumbir ao veneno. Estranho eu me animar tanto pra falar sobre um tema não alegre, nem triste, simplesmente o vazio, o vazio que todos temos dentro de nós, aquele canto do cérebro (alma, coração acredite no que quiser) que quando nos deitamos em nossas camas, naquele momento em que não estamos acordados, mas também ainda não desfrutamos o sono dos justos, ele se mostra e você sabe exatamente o que é, mas esta dormindo demais para se lembrar quando acordar na manhã seguinte. Cada qual tem seu vazio, falta de amor, falta de amigos, um vazio que um morto deixou, um vazio não sei do que. Essa é a hora que você me diz: “Eu não tenho vazio de nada, minha vida é linda e cor de rosa” e é nessa hora que eu respondo “Você é um mentiroso filho da puta ou burro demais para se tocar das coisas”. Não importa se você tenha tudo, todo nunca é demais para o ser humano e então inventamos coisas para suprir o vazio, histórias, filmes, drogas, terapias, a culpa é da família, não, ele teve uma infância difícil, não, o emprego dela é uma merda e assim eu poderia descrever até o final dos tempos. Tirando as pessoas que tem fé cega (pode ser qualquer coisa, deus, Diana, buda, elefantes coloridos), a maioria das pessoas simplesmente não sabe o que vai acontecer depois, então eles procuram coisas para agora, algo para se agarrar com todas as forças para no final dizer “É, minha vida valeu a pena”. Mas será que valeu? E se aquelas últimas palavras de Eistein (aquelas que ele falou em alemão, mas a enfermeira não falava) foram “Eu criei a porra da teoria da relatividade, mas estou morrendo numa cama de hospital sozinho e com o mesmo sentimento de vazio que me acompanhou a vida inteira e que eu vou morrer sem saber o que é”? Cite um dos imortais da ABL que já morreu sem olhar no google...é ela não era tão imortal assim. Ou seja, se ela tentou suprir o vazio sabendo que seria lembrada pra sempre, ela falhou miseravelmente. Claro que existem maneiras de esquecer esse vazio, eu mesmo já citei algumas no começo do texto, mas e para acabar de vez com esse vazio? O que devemos fazer? Ótima pergunta, se eu tivesse a resposta eu venderia para o Silvio Santos pra ele dar de prêmio no raspe aqui da tele-sena de natal. E se você descobrir, não perca tempo, escreva um livro de auto ajuda e fique rico. Ou você pode entrar numa dessas seitas nova era, comer um cogumelo, ficar drogado, falar que viu seu animal totem...espera, isso ai também seria só uma tentativa de tapar o buraco.
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| 18 Janeiro 2007 |
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| Continuando a história
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Seu rosto angelical estava manchado com sua lagrimas e isso a conferia uma beleza pura, sua pele alva fazia com que seus olhos verdes fossem duas esmeraldas envoltas em seda branca. - Claro minha filha, essa é a casa do senhor e eu humildemente estou aqui para absolver os pecados da humanidade pela mão de Deus, por favor, deixe-me fazer os preparativos para a sua confissão. Depois de adentrar o confessório ele chamou a mulher para que o ritual tivesse inicio. - Quando foi sua ultima confissão? - Uma semana padre, faz uma semana que eu não adentro a casa de Deus. - E quais pecados você teria para confessar? Domenico desejou nunca ter feito essa pergunta, enquanto a mulher falava, o padre ouvia coisas que jamais acreditou ser possível, aquela mulher deve ter sido de uma linhagem sobrevivente à Sodoma e Gomorra, nada do que ensinaram no seminário podia prepará-lo para ouvi ruma confissão assim. - Você se arrepende de tudo minha filha? Numa calma apenas possível por orações silenciosas. Nem mesmo a respiração da mulher poderia ser ouvida. - Por favor responda minha filha, você se arrepende? O padre imaginou ter ouvido uma leve risada. Foi quando a mulher levantou e entrou na área do confessionário destinada aos padres, seus olhos lívidos tinham um fogo que Domenico jamais tinha visto, era como se tivesse possuída, um sorriso malicioso corria por seus lábios, mostrando seus dentes brancos, seu corpo arquejando numa respiração entrecortada. – Eu preciso da punição da carne padre, eu preciso ser lavada com meu sangue para ser purificada. Esse último comentário foi ignorado pelo padre Domenico. - Você está bem minha filha? Lute contra isso, o demônio nada pode fazer se você tiver Deus no seu coração. Falando isso ele a agarrou pelos braços para evitam que a mulher entrasse no confessionário, nisso o olhar da mulher voltou ao normal e ela caiu em prantos. - Padre o que está acontecendo comigo, o que o senhor está fazendo, me ajude. - Eu vou lhe ajudar minha filha, pois Jesus morreu na cruz para que todos nós ficássemos livres de pecado. Por favor, me acompanhe, vou colocá-la numa cela, você ficara segura lá dentro. Os dois andaram lado a lado, o padre ajudando a mulher, pois ela não parecia em condições de andar sozinha, era como se estivesse esgotada, Domenico já ouvirá falar disso, em caso de possessões demoníacas, quando o demônio abandonava o corpo da vitima, ela ficava exaurida. A cela em si era pobre e mal cuidada, quase ninguém a usava, estava suja e a pouca luz do sol que entrava formava um quadrado no chão, bem acima das correntes presas firmemente no centro da cela. Ele deitou a mulher numa cama de palha e saiu para fazer os preparativos daquilo que ele já ouvira falar, mas que nunca tinha feito e um calafrio percorreu sua espinha. O padre fez o sinal da cruz. O sol já estava se pondo quando Domenico se dirigia para a cela daquela mulher, um grande círculo vermelho se via no horizonte, vermelho como o sangue que escorreu das costas da mulher, vermelho com seus cabelos.
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| 07 Janeiro 2007 |
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| Mais uma história
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Sei que devia ter feito um post de ano novo e natal desejando paz ou qualquer coisa assim, mas como não fiz, vocês terão de arrumar paz por vocês mesmo. Mais uma vez não to com ideias novas, então fuçando nas minhas pastam antigas eu achei mais uma história que eu escrevi, mas essa tem um final já escrito. Vou dividi-la para não ficar chato de ler.
“Deus daí-me força e não me abandone nessa hora difícil”. Com essas palavras o padre Domenico termina de se preparar para um dos seus maiores desafios desde que foi ordenado padre, mas desde sempre soube que Deus tinha um plano para ele, sua infância foi passada toda num convento e ate então Deus nunca o havia abandonado, mas parecia que sua fé estava sendo posta a prova naquele dia. Numa cela imunda e embolorada estava aquela que parecia abalar a fé do padre, apenas descrevê-la já podia ser considerado um ato pecaminoso, sua pele alva contrastava com seu cabelo vermelho como o sangue, o mesmo sangue que escorria de suas costas nesse exato momento, três longos cortes na vertical que foram feitos para purificar a carne dos pensamentos pecaminosos e também pela acusação de bruxaria. - Você está pronta para confessar seus pecados minha filha? – perguntou o padre. Ela simplesmente olhou para o padre, não era o olhar de medo que todos tinham aquela hora, era um olhar desafiador, não havia submissão em seus olhos, pelo contrario, havia um fogo que a tornava quase selvagem, algo que incomodava e muito o padre Domenico. Quando ele chegou, ela já se encontrava presa por correntes e ajoelhada de costas para a porta. Devido ao silencio o padre repetiu: - Você está pronta para confessar seus pecados minha filha? Mais uma vez o silencio reinou na cela. - Pelo poder investido a minha pelo Santo Padre, eu estou aqui para livrar-lhe de seus pecados, flagelando sua carne para que seu pensamento possa mais uma vez ser puro e toda e qualquer marca de bruxaria seja lavada de seu corpo e mente. Domenico levantou o chicote e aplicou-lhe a primeira chibatada, ele nunca gostou de aplicar esse tipo de penitencia, mas sabia que era necessária. Assim que o chicote rasgou a carne da mulher, ela soltou um gemido, mas não um gemido de dor, foi algo sutil, como um gemido de prazer, algo que era inaceitável numa situação como essa. O padre aplicou a segunda chicotada. A mulher arqueou as costas, como se quisesse que o chicote acertasse com mais força e novamente gemeu. O padre aplicou a terceira e ultima chibatada. Um outro suspiro que não condizia com a situação, ela parecia estar gostando disso. O padre ficou perplexo e foi encarar a mulher de frente. Domenico fez o sinal da cruz perante a cena que viu. A mulher parecia ter mordido o lábio, um filete de sangue escorria de sua boca, um leve sorriso de prazer percorria seu rosto emoldurado pelo cabelo vermelho, seus olhos verdes pareciam implorar por mais, deixando o padre estarrecido. Depois de repassar passar mentalmente o que havia ocorrido a menos de uma hora, padre Domenico voltou a si: “Deus daí-me forças” – repetiu o padre terminando sua suplica. Com passos lentos e decididos ele voltava para a cela da mulher que agora habitava seus pensamentos, o som de seus passos ecoando no corredor vazio lembrando da primeira vez que a mulher cruzou a porta da igreja. - “Padre, eu preciso de ajuda, eu pequei contra Deus em toda a sua plenitude e deixei minha mente se transformar na morada do demônio”.
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| 15 Dezembro 2006 |
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| A chuva
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Template novo feito pela Ligia, valeu moça. A história abaixo é velha, nem lembro quando eu escrevi, mas vou postar pra manter o acordo de uma atualização por semana, desculpem o post long. E não, definitivamente não sou escritor, nem me acho um.
A chuva parece estar mais forte aqui em cima, a cidade parece tão pequena, não há dor nem sofrimentos, as pessoas parecem pontos apressados. Meu corpo já está molhado até os ossos, meu cabelo colado no rosto....o vento bate cada vez mais forte, como uma parede querendo me derrubar da ponta desse prédio. Minhas lagrimas se confundem com as gotas da chuva, um trovão abafa meu grito, um misto de ódio e desespero. Um relâmpago corta o céu, ele é assustadoramente lindo, mostrando quem manda no céu. Mas as pessoas lá embaixo estão apressadas demais pra reparar em qualquer coisa alem das suas vidas medíocres, com medo de olhar para os lados. Enterrando cada vez mais fundo em seus corações seus problemas e decepções, afinal é muito mais fácil dar palpites e querer ajudar os outros do que a si mesmo.
(Nesse ponto, Kogiro olha pra frente, e balança quase como uma compulsão, seu corpo pra frente e pra traz).
Sabe quando você sente que algo está faltando mas você nunca sabe o que é? Eu tenho um emprego legal, uma garota que me ama muito mas ainda assim toda a vez que coloco minha cabeça no travesseiro não consigo dormir em paz comigo mesmo é como se na escuridão minha mente fosse atacada, meu coração comprimido por uma mão invisível. Não sei o que eu tenho, mas quando fico sozinho a sensação é pior....muitas vezes chorei sozinho sem ter com quem falar, e mesmo se tivesse, o que eu iria falar? Olha...eu to mal e não tenho idéia do por que? Não ia fazer muito sentido.
(A chuva fica mais forte ainda, parece que o céu está desabando sobre a Terra.....Kogiro se agacha no para peito do prédio....dá uma boa olhada lá pra baixo, por um breve momento seus olhos parecem sair do foco, como se alguém tivesse chamando ele lá embaixo.....mas ele volta ao normal e continua....)
O pior de tudo são os papos de psicólogos em geral...."Como você era na sua infância?" ou "Você tem que botar pra fora o que está sentindo". Como se o fato de eu não ter feito parte da turma dos populares no colégio fosse afetar minha vida, é bem verdade que eu nunca fiz parte da parte popular, mas também não era zuado, eu era aquele garoto que era o engraçado da turma, isso me dava imunidade contra os garotos que batiam em todo mundo e me dava um gostinho de como era ser popular. E como eu vou botar pra fora o que eu estou sentindo? Se nem ao menos sei o que estou sentindo, nem sei porque estou confuso.
(Os olhos saem de foco de novo como se ele quisesse lembrar de alguma coisa a muito esquecida.....ele tenta arrumar os cabelos molhados pela chuva, mas o vento faz ele desistir da idéia)
Sabem eu costumava usar esse meu sentimento estranho para escrever poesias....sei lá, quando eu estava mal parecia que meus textos ficavam melhores, mas agora a confusão na minha mente é tamanha que nem isso eu consigo fazer.
(Kogiro dá um suspiro profundo e mais uma vez um relâmpago cruza o céu)
Estou cansado, não queria mais ter q sentir isso, porque não posso ser como as pessoas lá embaixo? Acho que o nível de felicidade numa pessoa esta diretamente ligado ao quão inteligente à pessoa é, quanto mais burra e fechada da realidade a pessoa, mais facilmente ela consegue ser feliz.
(O garoto pensa: Se eu pular será que morro antes de chegar ao chão? Como será que é voar? mesmo que por alguns segundos....)
Dizem que suicidas de verdade não deixam cartas de despedida, bom....ponto pra mim então, não deixei nenhuma carta, mesmo porque, odiaria que lessem a carta e eu não conseguisse me matar.
(Kogiro da um sorriso amarelo e forçado, como se alguém tivesse contado uma piada ruim)
- Bom, essa é minha deixa......
(Com os braços abertos e os olhos fora de foco Kogiro solta seu corpo pra frente como um passaro que quer planar antes de bater as asas...............Quando seus pés estavam quase saindo do para peito alguém segura Kogiro pelas costas)
Fim do primeiro capitulo
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| 04 Dezembro 2006 |
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| Mais uma teoria de amor?
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OUVINDO: Helena - Misfits
Um tempo atrás eu perguntei para alguns amigos como eles definiriam o amor, não tinha pensado que uma pergunta tão simples pudesse criar tanta discórdia de opiniões, cada resposta nova que eu recebia, tentava traçar um “porque” para tal opinião, no fim das contas, saiu esse post ai (ou aqui).
Mais uma teoria de amor?
São sintomas desse mal que acomete o mundo: suor frio, palpitação, taquicardia, rubor facial, tremedeira, perda temporária da fala. O sentimento preferido de 8 entre 10 poetas, que com suas penas implacáveis tentam verbalizar aquilo que nem tocado pode ser. E o que acham os sábios homens de ciências? Ora, nada mais é o amor que feniletilamina, epinefrina (adrenalina), norepinefrina (noradrenalina), dopamina, oxitocina, serotonina e endorfinas. E vejam só, agora o amor também é uma doença...Alguém já ouviu falar de amor patológico? Eu não sei se eu que sou o chato da historia, mas pra sair “eu te amo” dos meus belos lábios demora muito (isso quando acontece), no entanto leio e ouço “eu te amo” como alguém que fala bom dia. Não importa qual sua opinião sobre amor, se é reação química, se é algo que não pode ser classificado, numa coisa você tem que concordar, amor é intensidade. Na “pesquisa” que eu fiz, ninguém citou o lado ruim de amar, a palavra amor esta ligada diretamente a sensações boas, mas nem sempre. Quem aqui já não sofreu de amor? Seu lado lógico mandando você esquecer a pessoa, mas alguma força vinda de uma dimensão bizarra faz com que você deseje ainda mais esse ser amaldiçoado que ousou fazer seu cérebro produzir todas as substancias citadas no início do texto. Não tenho a intenção de nessas parcas linhas definir aquilo que não foi definido por séculos de pensadores, até porque, se eu conseguisse isso eu ganharia dinheiro e não estaria escrevendo para um bando de estranhos da internet. Aliás, eu sei que esse texto tinha um propósito, mas acho que eu o perdi em algum lugar. Alguns dizem que o amor não existe, que é o meio que a natureza encontrou para garantir a sobrevivência do ser humano, talvez seja, afinal quando amamos, temos essa carga de substancias em nosso cérebro que nos fazem agir como patetas, e como qualquer droga, chega uma hora que o corpo acostuma e precisa de doses mais fortes, então você troca o amor por uma pessoa que você já conhece faz tempo e que você adoraria acordar todas as manhãs com ela. Em algumas pessoas mais fracas, essas substâncias devem agir com mais força, o que causa o tal do amor patológico, que é quando você deixa de simplesmente amar alguém e passa a procurar um meio de fazer a lei da física ruir e conseguir que dois corpos ocupem o mesmo espaço, eu particularmente tenho medo desse tipo de pessoa. Também tenho medo de palhaços e de Jesus Cristo, mas isso é um outro post. Ainda dentro das categorias de “amor”, temos aqueles que têm medo do amor que tratam isso como um vírus letal que carrega algo pior que a peste negra e esses são o que mais sofrem, sofrem por não amar, sofrem por amar, sofrem por antecipação. No fim das contas, ainda ninguém sabe o que realmente é o amor e muitos não sabem nem lidar com ele. E então? Qual seu tipo de amor? Pra não dizer que esse post foi um desperdício de tempo que você poderia estar usando para procurar pornografias no kazaa lite, vou fechar o post com uma das opniões que eu mais gostei de receber, que por sinal combina muito com o que eu penso, digamos que foi uma “orquídea” que me mandou.
“Definir o amor é contraproducente. Amor pode ser qualquer coisa, desde que seja boa, mesmo que faça mal. Amor não precisa de outra pessoa, ao contrário do que se pensa - tem gente que se apaixona pelo "amar" e não pelo amado. Amor pode ser um cobertor aconchegante, uma montanha russa, um salto de pára-quedas ou uma catástrofe nuclear, desde que seja notável. Amor é um sonho que pode se tornar realidade; mas deixando de ser sonho também pode deixar de ser amor. E se eu não disse nada com nada, tanto melhor, porque comecei o texto dizendo que definir o amor era contraproducente.”
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| Felipe, que atualmente esta na Irlanda, ultimamente anda se sentindo como se fosse um personagem daqueles livro-jogos, o problema é que não da pra roubar e marcar a pagina para voltar se der alguma coisa errada ou eu não gostar do resultado. E não me julgue, voce tambem fazia isso! |
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Espaço vago! Fale com a gerencia! |
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